As cinco formas mais comuns de cobrar
Cada ateliê tem o seu método. Muitas vezes combina dois deles: um valor fixo para o projeto e outro para o acompanhamento da obra. O importante é perceber o que cada modelo inclui, para comparar propostas de forma justa.
- Por divisão: útil quando só quer tratar a sala, a cozinha ou um quarto. O valor muda com a complexidade de cada espaço.
- Por metro quadrado: comum em casas inteiras e em projetos de alojamento local. Quanto maior a área, mais trabalho de desenho e de coordenação.
- Valor fixo: o âmbito fica fechado à partida, com um número definido de revisões. Dá previsibilidade a quem gere um orçamento apertado.
- Percentagem do custo da obra: usada sobretudo quando o ateliê coordena a obra do início ao fim. O honorário acompanha a dimensão dos trabalhos.
- Por hora: indicada para consultoria pontual, como escolher cores, tecidos ou iluminação, ou rever uma planta que já existe.
O que faz variar o custo
Duas casas com a mesma área podem ter propostas muito diferentes. O que pesa mais é o trabalho que o projeto exige, e não apenas os metros quadrados.
- Estado da casa: decorar um apartamento pronto é diferente de remodelar uma moradia antiga com casas de banho e cozinha novas.
- Nível de detalhe: uma planta de distribuição simples pede menos horas do que um projeto completo com alçados, imagens 3D e mobiliário desenhado por medida.
- Acompanhamento de obra: visitas, reuniões com empreiteiros e controlo de prazos são horas de trabalho que entram na proposta.
- Prazos: um calendário muito curto obriga a concentrar a equipa num só projeto.
- Localização: uma casa fora do Funchal pode implicar mais deslocações durante a obra.
O que um projeto costuma incluir
Um projeto completo começa por ouvir o cliente e fazer o levantamento do espaço: medidas, fotografias e a forma como vive a casa. Segue-se o desenho, com plantas, alçados e imagens 3D que mostram o resultado antes de a obra começar. Com o desenho aprovado, o projeto passa à obra e, no fim, à decoração: tecidos, papel de parede, iluminação e mobiliário.
Atenção a um facto que gera confusão: o honorário do designer é uma coisa, o custo da obra e do mobiliário é outra. A proposta do ateliê cobre o trabalho de projeto e de coordenação. Os materiais, a mão de obra dos empreiteiros e as peças que comprar são orçamentados à parte.
Confirme também se os valores incluem IVA. Na Região Autónoma da Madeira, a taxa normal de IVA é de 22%.
Como preparar o seu orçamento
Um orçamento claro poupa tempo a si e ao ateliê. Antes da primeira reunião, vale a pena organizar a informação desta forma:
- Divida o valor total em três blocos: honorários de projeto, obra, e mobiliário e decoração.
- Guarde uma margem para imprevistos, sobretudo em casas antigas, onde a obra revela muitas vezes surpresas.
- Defina prioridades: o que tem de ficar pronto já e o que pode esperar por uma segunda fase.
- Reúna plantas, fotografias e medidas que já tenha. Poupa horas de levantamento.
- Junte imagens de espaços de que gosta e indique as peças que quer manter.
Como comparar propostas
Compare o que está escrito, não só o valor final. Uma proposta mais barata pode deixar de fora as imagens 3D, as revisões ou as visitas à obra, que depois são cobradas à parte.
Verifique quantas revisões do desenho estão incluídas, se há acompanhamento de obra, que prazos são indicados e se o IVA está incluído. Pergunte também como são tratadas as alterações pedidas a meio do projeto.
Como trabalhamos no Funchal
A Traço Elementar é um atelier de arquitetura e design de interiores no Funchal, com loja de mobiliário e decoração, desde 2011. Cada projeto passa por quatro fases: ouvir, desenhar, construir e vestir a casa.
Tudo começa com uma primeira reunião, no atelier na Rua Princesa D. Amélia, online ou na sua casa. Depois de conhecer o espaço e o que pretende, a equipa envia uma proposta com o âmbito, o método de cálculo e os prazos. Se procura um designer de interiores na Madeira, marque essa conversa e traga as suas plantas e ideias.
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